CURSO DE EXTENSÃO - TRABALHO ESCRAVO, RESISTÊNCIA NEGRA E ABOLICIONISMO NO BRASIL

Sobre o Evento

CURSO DE EXTENSÃO

“TRABALHO ESCRAVO, RESISTÊNCIA NEGRA E ABOLICIONISMO NO BRASIL”

PROFESSOR/COORDENADOR: ROBERTO DANTAS

CARGA HORÁRIA: 45          VAGAS: 25

INÍCIOS DAS AULAS: 27/03/2019

TODAS QUARTAS 17ÀS 18H

SALA 06  DCH I 

VAGAS LIMITADAS


RESUMO/SINOPSE

 

Salvador, primeira capital do Brasil, fundada em março de 1549, constituiu-se, ao lado das cidades do Rio de Janeiro e de Recife, numa das principais portas de entrada dos negros africanos então trazidos como escravos para desempenharem degradantes serviços e as mais cruéis formas de trabalho em terras da colônia portuguesa nas Américas. Tornavam-se cada vez mais lucrativos no mundo mercantilista o comércio e a subseqüente exploração do denominado escravo-mercadoria. Daí a triste e embrutecida lógica, sob a égide desta famigerada comercialização, do lucro duplo, pois que, além do alto valor da “peça” escrava, novo rendimento se auferia do fruto de seu cativo e insano trabalho.

 

Na áfrica, capturados e negociados mediante as mais reles e violentas formas de transação inerentes ao rentável tráfico negreiro, e transportados de modo desumano nos abarrotados tumbeiros (navios negreiros), inicialmente os negros muito labutaram nos abrasantes canaviais do nordeste, em especial nos engenhos do chamado Recôncavo Baiano. Tempos depois padeceriam nas perigosas e insalubres minas de ouro e diamantes e, por fim, ainda à custa de muito suor e sangue derramados, igualmente sofreriam nos imensos cafezais do sudeste brasileiro, apesar de há muito tempo já se saber que tantas outras duras atividades desempenharam os escravos no Brasil, durante mais de trezentos anos sob um violento cativeiro.

Portanto, sendo Salvador histórica e umbilicalmente atrelada ao iniciante e virulento processo de colonização européia no continente americano, logicamente vinculada à presença marcante do elemento negro no Brasil - e hoje considerada uma das cidades mais negras do mundo, berço, inclusive, das belas e resistentes expressões das culturas e cultos religiosos de matriz africana -, justifica-se o estudo crítico, responsável e mais aprofundado dessa história e presença do povo negro na Bahia, suas lutas e conquistas, sua labuta e sofrimento, seus projetos e sonhos e, sobretudo, cabem as devidas reflexões sobre o seu rico legado para a formação e desenvolvimento cultural da sociedade baiana, através de quase cinco séculos de conturbada e reverenciada existência.

 

 

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